Calúnia, maledicência e difamação são chagas que corroem a alma humana, geralmente utilizadas com o intuito de desmoralizar criaturas que incomodam, por se dedicarem à causa do bem. Isso vem acontecendo ao longo da história da humanidade, fato muito bem exemplificado quando, diante do Cristo, os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério, e colocando-a entre o povo, disseram-Lhe: "!Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério." Jesus, na sua sublime sabedoria, e ante a insistência dos acusadores, levantou-se serenamente e respondeu: "Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." Após ouvir as palavras daquele homem de nobreza de caráter inatacável, os escribas e farisues retiraram-se, um por um. Dirigindo-se à mulher, Jesus perguntou-lhe: "Mulher, onde estão os que te acusaram? Ninguém te condenou?"- "Não, Senhor!" - respondeu a mulher. Olhando-a com a doçura peculiar a um Ser de elevação espiritual indiscutível, o Mestre simplesmente disse: " Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar." Palavras como estas são chamamentos à consciência daqueles que fazem uso da palavra para calúniar, maldizer e difamar visando a desmoralização do seu semelhante. Atitudes inconsequentes e comportamentos falaciosos, sem nenhuma medida do que se fala, poderão causar consequências desastrosas. Como medida preventiva, vale uma análise mais profunda de consciência. Por menor que seja o senso de nobreza internalizado no coração de quem acusa, vale aprofundar-se no mais íntimo de si e buscá-lo como instrumento regenerador. Analisar cada palavra, ponderar nas ações, visualisando as reações, evitando assim, a transformação do algoz na vítima de si mesmo. Se tens algo contra o teu semelhante, mais vale buscá-lo e entrar num concenso consciliatório, do que usar da maledicência, acusando-o de uma possível verdade distorcida ou uma mentira bem tecida. Ao acusado vale o PERDÃO, independentemente do mal que te façam, pois é um dos nobres caminhos para a liberdade do Ser. Hoje, estamos aqui. E amanhã? Onde estaremos?
Autoria: Elvarlinda Jardim
Livro: Momentos de Reflexão

Comentários
Postar um comentário