Conflitos
familiares aqui, desavenças matrimoniais ali, decepções afetivas e
desassossegos financeiros acolá, desajustes psicológicos, tudo isso
pode ser fonte de desarmonia íntima, trazendo angústia e
intolerância à rotina diária. Tudo aquilo que parecia de fácil
solução, passa a ser um peso nos ombros daqueles que se deixam
levar pelos sentimentos contraditórios, violentando a essência da
verdadeira natureza humana.
Onde
quer que estejas neste momento, e em quaisquer condições, seja em
vivência com a dor ou a alegria, reserva-te por alguns minutos,
entregando-te à reflexão. Transformes a tua mente em santuário de
meditação, para que entendas a verdadeira razão dos teus
dissabores, e não te transformes em tirano da tua própria vida ou
daqueles que te cercam. Não apontes o outro como responsável por
aquilo que te atormenta a alma. Não tentes buscar no mundo as
respostas aos teus anseios, retroceda. É em ti que deves buscar as
raízes das tuas inquietudes, cuidando para que elas não se
ramifiquem, transformando-te em escravo de ti mesmo. Ninguém nasceu
para ser infeliz, mas nasceu com a obrigação de construir a sua
felicidade. É um direito a ser conquistado, e isso só se dá
através de ações benéficas e confiantes.
Há
os que lamentam e blasfemam, transferindo a responsabilidade das suas
desditas àqueles que se encontram à sua volta. Não permitas que o
orgulho e a vaidade te transformem, neutralizando a tua vontade de
reagir. Sigas a tua caminhada com segurança, visualizando apenas o
bem a ser praticado. Aproxima-te daqueles que contribuem para a tua
formação, para que tua vida não seja transformada num poço de
solidão e amargura.
Ama-te
a ti mesmo, para que possas olhar o mundo com os olhos do amor.
Autoria:
Elvarlinda Jardim
Do
livro: Momentos de Reflexão

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